BARALHO CIGANO

Embora existam várias explicações sobre a origem do Povo Cigano, somos adeptos daquela que fala de sua partida da Índia, há quase 3 mil anos, quando então teriam sido expulsos por invasores daquelas terras.
Considerado o "Povo das Estradas", é natural que os Ciganos logo tenham se
espalhado pelo Mundo todo, caracterizando-se como um povo nômade, amante da
música, das cores alegres e da prática da Magia. O surgimento das Cartas junto ao Povo Cigano deu-se de uma maneira bastante curiosa. Conta-se que alguns Sábios, prevendo o afundamento da Atlântida no mar, partiram em busca de outras terras. Alguns desses sábios foram parar no Egito e passaram todo o conhecimento espiritual que possuíam aos Sacerdotes de lá. Para um povo que sempre teve suas próprias tradições e seus mistérios, os
Ciganos resolveram criar um novo jogo, com base naquele que conheceram no Egito. O novo Oráculo, porém, foi confeccionado repleto de símbolos ligados à Magia do Povo do Oriente ou Linha do Oriente, corrente espiritual que os guia e protege. A este novo Tarot, os Ciganos deram o nome de Iniciático ou Cigano. Mlle. Lenormand, que nasceu na França, em 1772, teve acesso ao Baralho Cigano e, analisando-o, criou o seu próprio Baralho e método. Só que, então, os Ciganos teriam dois tipos de Baralhos com que trabalhavam, um verdadeiro, usado exclusivamente dentro das tribos e um outro, mais popular, usado para consultar os não-Ciganos. O Baralho então visto por Mlle. Lenormand, teria sido essa versão popular. Para manter a versão original intacta, no entanto, os Ciganos teriam se calado quanto a esse engano, fazendo-a acreditar ter copiado o Baralho verdadeiro. |
TAROT

Não se sabe quando as cartas do tarô foram usadas pela primeira vez na adivinhação. O baralho mais antigo é do século XV, mas na
antigüidade já havia oráculos para orientar a vida das pessoas. A sabedoria do Tarot sobreviveu porque transmitiu uma
mensagem que fala de um mundo cíclico, mensagem forte o bastante para superar os rigores da viagem através dos tempos, assim como a repressão, a perseguição e o ridículo a que o tarô foi submetido nas mãos de pessoas cuja visão da vida era tão linear e mecanicista que
chegou a criar a necessidade de implementar um movimento ecológico
mundial. Se você meditar as verdades eternas e as lições importantes incorporadas nas cartas dos Arcanos Maiores e Menores, que se aplicam a tudo que acontece diariamente, conseguirá ter idéias intuitivas do funcionamento do mundo e será capaz de se harmonizar com as suas atividades físicas e espirituais. As cartas dos Arcanos Maiores também são chamadas "Trunfos", palavra que vem de "triunfo", referindo-se ao fato de as cartas dos Arcanos Maiores estarem acima das dos Arcanos Menores em ordem de entrada e de espiritualidade, que é o mais importante. Numa leitura, é preciso dar a devida consideração à entrada das cartas. As cartas dos Arcanos Menores dividem-se em quatro naipes de quatorze cartas cada; esses naipes se chamam Paus, Espadas, Copas e Pentáculos (Ouros) e estão associados respectivamente com os quatro elementos da tradição esotérica antiga, que são: Fogo, Ar, Água e Terra. Em cada naipe há quatro cartas da "Realeza" ou da "Corte", que são: uma Princesa (ou pagem), um Príncipe (ou Cavaleiro), uma Rainha e um Rei, cada qual simbolizando um tipo de personalidade relacionada com o elemento descrito por cada naipe em particular. A entrada da carta numa leitura indica que as qualidades do personagem representado pela carta da Corte estão entrando na sua vida e têm de ser cultivadas ou evitadas, dependendo de saber se o significado da carta se aplica bem ou mal à situação, e dependendo também da posição da carta na leitura. |
RUNAS

Do ponto de vista histórico, a origem das runas é ainda um tema discutível com, no mínimo, quatro teorias, cada qual atribuindo a outras civilizações a responsabilidade por sua criação. Dentro da perspectiva mitológica, o surgimento das Runas é atribuído à Óðinn, a divindade máxima do panteão nórdico. Ele era um xamã, entre outras coisas, e como muitos xamãs ainda fazem nos dias de hoje, Óðinn se submeteu a uma experiência de "retorno da morte", por assim dizer, para alcançar o que podemos chamar de "iluminação". De lá para cá, os herdeiros do legado de Óðinn têm constantemente associado as Runas aos processos oraculares, às práticas talismânicas e à manipulação de forças naturais e sobrenaturais para um propósito definido pelo iniciado. Lendas e testemunhos históricos dos primeiros romanos em terras nórdicas revelam o uso destes mesmos símbolos na predição do futuro e nas tentativas, nem sempre felizes, de alterá-lo. As Runas são benéficas e tolerantes; elas nunca o prejudicarão. Aprenda sua linguagem e deixe que elas lhe falem. Entreveja a possibilidade de que podem proporcionar "um espelho para a magia de nossos Eus Conscientes", um meio de comunicação com as mentes consciente ou subconsciente que possuímos. Lembre-se de que está consultando um Oráculo, e não prevendo sua sorte. Um oráculo não fornece instruções sobre o que devemos fazer e tampouco prediz eventos futuros. Ele enfoca nossa atenção sobre os medos e motivações ocultas que virão a modelar nosso futuro, através de sua presença impalpável em cada momento que vivemos. Uma vez percebidos e reconhecidos, tais elementos são transferidos para o domínio da opção. Os Oráculos não nos absolvem da responsabilidade na seleção de nosso futuro, mas orientam nossa atenção para opções interiores que podem tornar-se os elementos mais importantes na determinação desse futuro.
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ASTROLOGIA

Por ser a mais antiga e mais complexa forma de conhecimento acessível ao homem, a astrologia encerra em seu interior
as chaves para a descoberta de tudo o que há para ser conhecido no universo. É claro que dificilmente se chega a alcançar
tamanho grau de compreensão. Porém, em termos práticos, até mesmo uma pequena parcela desse conhecimento pode funcionar
como instrumento potente para a solução de nossos problemas. A astrologia penetra em profundidade o íntimo da essência humana e remove as falsas camadas superficiais, trazendo à luz a qualidade do seu ser mal. O horóscopo ajuda-nos a compreender a maneira pela qual podemos nos sintonizar da melhor forma possível com tudo o que a natureza tem pau nos oferecer. O mapa pode apresentar tendências negativas, falhas, problemas e dificuldades — em suma, todas as coisas que fazem do homem a criatura deslumbrantemente imperfeita que é.
A beleza do homem não consiste na sua perfeição, mas na sua imperfeição, pois é na compreensão dessa imperfeição que ele encontra a razão e o estímulo para tornar-se cada vez mais belo, e por meio da astrologia ele pode encontrar o seu caminho. A astrologia (enquanto ciência, arte, filosofia ou, talvez, como futura religião) não dá nenhum crédito à palavra "coincidência". Ela nos revela que existem fatos realmente notáveis no universo e que, devido a isso, ocorrem em nossa vida situações espantosas. Conhecemos as razões que motivam alguns desses eventos. As que motivam outros só vêm a ser conhecidas anos mais tarde; outras talvez nem sequer cheguem a ser conhecidas. Porém, existe sempre uma razão para tudo. Einstein, um dos maiores gê-nios que a história produziu, disse: "Deus não joga dados com o universo." Se os eventos e circunstâncias ocorressem a partir do nada, a vida seria sem sabor, sem variação e sem propósito, e jamais instaria o homem a fazer a pergunta que ele sempre faz: PORQUE? A astrologia encoraja esse questionamento e nos diz: TENTEMOS AVERIGUAR! |
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